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Sindicato contesta notícias do DAE Jundiaí

Publicado em: 22/06/2020 Autor/fonte: Jesus dos Santos
Sindicato contesta notícias do DAE Jundiaí
Infelizmente, ainda há quem precise rever os conceitos sobre a covid-19, diz Rodnei dos Santos

Depois de o JUNDIAÍ SAÚDE ter publicado, na semana passada, reportagem dando conta de que o “Dae Jundiaí não permite a quarentena aos servidores”, a empresa publicou, nesta segunda-feira (22), notícias sobre o assunto. Veja https://daejundiai.com.br/2020/06/dae-se-empenha-em-manter-servicos-e-preservar-servidores-durante-a-pandemia/

Na publicação, inserida tanto no portal da empresa como no da Prefeitura de Jundiaí, consta que todos os protocolos, procedimentos, regras, leis e normasrelativos à pandemia estão sendo por ela cumpridos.

No entanto, a reação do Sindicato dos Trabalhadores do DAE (Sindae) foi rápida. “De todo o conteúdo publicado pelo Dae, nesta segunda-feira, com algumas coisas até concordamos. Mas, um procedimento imprescindível que o Dae disse estar cumprindo, não está”, disse Rodnei dos Santos, presidente do Sindae. 

A empresa noticiou que cumpre o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, por isso, afasta os servidores com suspeita de Covid-19, ou que tiveram contato com também suspeitos ou já adoecidos.

“Se a empresa tivesse cumprindo o correto protocolo da OMS, teria afastado todos os servidores do setor de Laércio Pires de Carvalho, que morreu no último dia 14, vítima da Covid-19”, disse Santos. “Mas, o Dae não afastou ninguém! E, coincidentemente ou não, a supervisora de Laércio hoje se encontra afastada do trabalho em tratamento médico com protocolo de Covid-19. O teste rápido a que ela se submeteu teve resultado negativo. Mas, pelos sintomas apresentados, entrou em tratamento e já fez o exame RT-PCR, cujo resultado sai no próximo dia 25”, lamentou o dirigente sindical.

“Os empregados terceirizados, que com grande frequência se relacionaram com Laércio e sua supervisora, nos últimos dias, também não foram afastados. E o pior é que a eles o Dae não tem nenhum controle, já que eles não são atendidos pelo nosso ambulatório médico. Então, veja que são cerca de 500 empregados terceirizados e sem controle do Dae. Bem que eu gostaria de ter lido nessas notícias do Dae, em seu portal, pelo menos, alguma coisa além de medir a temperatura desses terceirizados!”, ressaltou.

Santos, no entanto, reconhece que alguns procedimentos noticiados no portal da empresa são verdadeiros. “Instalaram, sim, placas de acrílico nas mesas do refeitório, que agora também tem redução de limite de sua capacidade. Depois de nossa luta e só com a edição de decreto, o Dae passou a fornecer máscaras, já que essa foi a orientação do diretor Evandro Bianchiareli. Mas, o que a empresa fez até agora não basta! O afastamento dos servidores é imprescindível e não ocorre”, denunciou de novo.

TROCA DE MÉDICO

Santos já anunciou que vai protocolar, ainda nesta semana, tanto no Dae, como na prestadora de assistência médica Sobam, a substituição do médico e da enfermeira do ambulatório da empresa.

“Há muito tempo a gente vem tendo problemas com o médico e a enfermeira de nosso ambulatório. Mas, agora, durante a pandemia, entendemos que a situação está insustentável. Por isso, vamos pedir a substituição dos dois”, disse o presidente.

“Exemplos não faltam. A servidora que presenciou nosso saudoso e ex-colega Laércio Carvalho chegando com febre no ambulatório e recebendo orientação para retornar ao trabalho nos procurou para reclamar que foi ironizada durante sua passagem naquele local. Evidentemente, ela não nos relatou sua queixa médica. Contou somente sobre a febre que apresentava. Mas lamentou o desdém por parte do médico e também da enfermeira. Ela atribui isso ao fato de ter prestado informações sobre a presença de Laércio no ambulatório e sem receber os primeiros cuidados pelos sintomas que ele já apresentava”, continuou.

De acordo com o presidente Santos, “a servidora teria ouvido do médico, no ambulatório, que se ela estivesse infectada pelo coronavírus, ele e a enfermeira também já estariam, e isso em tom irônico. É só uma febre. Nenhuma medida ou orientação a mais”.

Outro exemplo - e como classifica Santos “mais grave” - dá conta de um servidor que procurou o ambulatório para orientação, já que tem determinada doença e não sabe se ela o coloca ou não no grupo de risco.

“Temos exemplo mais grave ainda. Um servidorainda está trabalhando aqui, mesmo depois de ter procurado o médico e solicitado esclarecimento sobre sua doença crônica. Ele pretendia saber se pertence ou não ao grupo de risco, nesta pandemia. O médico determinou a continuidade dele no trabalho. Tudo bem. O médico é ele. Eu não. Mas, o servidor tem problema nos pulmões e faz tratamento! Precisamos de mais esclarecimentos. Precisamos ter aqui um médico e um enfermeiro que não julguem os servidores como quem só quer obter um atestado médico para não trabalhar!Infelizmente, ainda há quem precise rever os conceitos sobre a covid-19”, sugeriu.

TRATAMENTO DE ÁGUA

Santos continua com suas manifestações de contestação das notícias dadas pelo Dae e fala sobre a estação de tratamento de água.

“Aqui na sede, o Dae realmente faz a medição da temperatura dos servidores, visitantes e terceirizados. Mas, e na ETA-A (Estação de Tratamento de Água), por que não faz?  São muitos servidores naquele setor! Aliás, bastaria um só e a necessidade da medição continuaria”, disse, acrescentando que “no setor de recalque também nenhum servidor tem sua temperatura medida antes, durante ou após cada jornada de trabalho”.

DAE JUNDIAÍ

A assessoria de imprensa do Dae Jundiaí não se manifestou sobre a contestação do sindicato de seus servidores, pelas notícias que veiculou, nesta segunda-feira (22).

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