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Joaci Silva vê desprezo ao pessoal do S. Vicente

Publicado em: 01/08/2020 Autor/fonte: Jesus dos Santos
Joaci Silva vê desprezo ao pessoal do S. Vicente
Entre a administração do hospital, a Prefeitura de Jundiaí e os trabalhadores, sou trabalhadores!, diz Joaci Silva

O conselheiro de Saúde Joaci Ferreira da Silva manifestou, nesta sexta-feira (31), sua opinião sobre o fato de o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo não ter autorizado o sindicato da categoria, o Sinsaúde, a realizar a assembleia da campanha salarial com os trabalhadores. Ele considerou o fato como desprezo aos trabalhadores e fez críticas, tanto ao hospital, quanto à Prefeitura de Jundiaí, que a ele faz os repasses dos recursos financeiros públicos.

Dividida em duas turmas, uma para o dia 30 e outra para o dia 31 de agosto, a assembleia estava devidamente agendada.

No entanto, de acordo com o Sinsaúde, na última hora o hospital deu a notícia de que não ocorreria a assembleia, sob o motivo de prevenção de aglomeração, nesta pandemia provocada pelo coronavírus.

“Fomos surpreendidos porque, primeiro, tudo estava devidamente agendado e iríamos para a assembleia em obediência a todas as regras preconizadas para esta pandemia”, disse Beatriz Lúcia Castro, diretora-presidente do Sinsaúde. “Depois, estranhamos porque só o São Vicente tomou esta decisão. Nas outras oito entidades em que também temos as assembleias agendadas, tudo está mantido: No Hospital Universitário, Pro X, Oftalmoclínica, Grendacc, Unimed, CMA, Sobam e Unicon”, completou.

Beatriz Castro também informou que a assembleia passada foi realizada via online para os trabalhadores do São Vicente, mas que, em virtude de algumas reclamações ou considerações relevantes, decidiram pela modalidade presencial.

“Agora, a diretoria do Sinsaúde está estudando como resolver a questão, no tempo mais curto possível”, disse a diretora-presidente.

CAMPANHA

A categoria, representada pelo Sinsaúde em suas campanhas salariais e para outros fins, reivindica a valorização dos trabalhadores, por meio do pagamento de um abono temporário para todos, em decorrência do combate à covid-19, doença provocada pelo coronavírus.

Reivindica, ainda, aumento salarial diferenciado de 5%, além do pagamento do adicional de insalubridade de 40% para todos.

Por último, o Sinsaúde pede a manutenção das cláusulas sociais do Acordo Coletivo 2019/2020.

O Hospital São Vicente propõe reajustar os salários em 2,05%, retroativamente a 1º de junho de 2020, bem como os benefícios de Vale Alimentação e Vale Refeição, que, com valores novos, ficariam em R$ 251,00 e R$ 24,47, respectivamente.

Além disso, 30 auxiliares de enfermagem seriam promovidos a técnicos de enfermagem e todos os trabalhadores envolvidos ao combate à covid-19receberiam 40% de adicional de insalubridade.

DESRESPEITO

Para o conselheiro Joaci Silva, sobrou desprezo e faltou respeito para com os trabalhadores do hospital.

“Os trabalhadores estão ali porque precisam estar, precisam trabalhar. E também porque amam a profissão. Principalmente nesta pandemia, certo? Mas, chegada a hora de corrigir seus salários, dentro da lei e dentro daquilo que é justo, o hospital não mostra pressa. Isso é bem diferente do que ocorre no Conselho Municipal de Saúde (COMUS), quando a Prefeitura de Jundiaí precisa aprovar um repasse financeiro a ele (hospital). É tudo muito rápido! Então, considero que sobrou desprezo efaltou respeito para com os trabalhadores que estão ali cuidando de vidas e expostos ao risco de morte”, disse o conselheiro. 

Quanto à justificativa de que a assembleia provocaria aglomeração, Joaci Silva também rechaçou.

“Olha, em minha opinião, vejo que a justificativa de evitar aglomeração não é justa. Na própria ala, onde trabalha o superintendente Mateus Gomes, trabalham também outras 30 pessoas. Há salas destinadas para outros setores, com quatro ou cinco pessoas lá dentro. Tem uma sala, onde trabalha uma funcionária comissionada chamada Selma, que tem com ela mais três pessoas. Os próprios quartos, alguns com seis ou sete leitos... isso não é aglomeração?”, questionou Joaci Silva. “Os trabalhadores do hospital, junto com o sindicato já haviam anunciado que estariam cumprindo todas as medidas de segurança para a realização da assembleia. Não vejo motivo para o cancelamento. Ou então o hospital que comprove que o tanto de pacientes que ficam na rampa de seu acesso não é aglomeração”, desafiou.

SUPERINTENDENTE

Joaci Silva continua com suas críticas, agora por analogia ao salário do superintendente do Hospital São Vicente, Mateus Gomes.

“Alguém sabe qual é o salário mensal do superintendente Mateus, lá no hospital? Membros do Conselho Municipal de Saúde não sabem. A população em geral não sabe, apesar de o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já ter notificado ohospital para que ele publique onde e como gasta seus recursos financeiros. O salário de Mateus não aparece no respectivo Portal da Transparência. Se o seu salário está bom, seguro e escondido, os dos trabalhadores podem esperar e serem tratados de outra forma. Penso que só pode ser isso o que ocorre. Não tem outra explicação”, criticou o conselheiro.

Outro ponto citado por Joaci Silva em relação ao superintendente dá conta da contratação de ex-funcionários do hospital.

“O superintendente já havia dito que não contrata ex-funcionários em sua gestão. Mas, recentemente contratou uma ex-funcionária para ser chefe da chefe num setor. Com que salário? Isso precisa ser divulgado! Outras coisas também! Por exemplo: por que o São Vicente tem 39 dentistas? Por que existem mais de 600 pacientes na fila de espera da ortopedia? Porque existem também mais de 600 esperando por uma prótese de joelho e outros mais de 300, para prótese de quadril? Vi, sim, desprezo com os trabalhadores do São Vicente, quanto ao cancelamento da assembleia que iria discutir um ponto importantíssimo de suas vidas. As coisas são muitas claras! De um lado a administração do hospital e a Prefeitura de Jundiaí com seus interesses. De outro, os trabalhadores sofrendo, enfrentando a pandemia de forma cruel e, além de tudo,  sendo impedidos de tratar, em conjunto de seus salários e benefícios que a lei garante. Entre a administração do hospital, a Prefeitura de Jundiaí e os trabalhadores, sou trabalhadores!”, finaliza Joaci Silva.

OUTRO LADO

As mensagens solicitando informações ao superintende do hospital Mateus Gomes, não foram respondidas à reportagem.

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