O aplicativo ZOOM, recomendado pelo Conselho Municipal de Jundiaí (COMUS) para que seusintegrantes o instalem em seus aparelhos celulares, para a realização das reuniões virtuais, está sob investigação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Governo Federal.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão ministerial, a investigação segue em sigilo e está sob a responsabilidade da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Reportagem do JUNDIAÍ SAÚDE, publicada nesta terça-feira (12), mostrou que o aplicativo ZOOM apresentou problemas, que foram constatados pela Anvisa e Ministério da Justiça, dentre outros, tendo sido proibido o seu uso nos dois órgãos, em virtude de falhas de segurança, no começo do mês passado.
A reportagem também mostrou que o próprio diretor executivo da empresa responsável pela ferramenta, Eric Yuan, reconheceu as falhas, informando que a equipe está buscando adotar medidas para qualificar a estrutura de segurança do programa.
“Nós admitimos que frustramos as expectativas de privacidade nossa e da comunidade. Por isso, peço desculpas e divido que estamos fazendo algo a respeito”, disse Yan à Agência Brasil.
No começo do mês passado, ao notificar a Zoom Vídeo Communications Inc., o Departamento de Direito ao Consumidor do Ministério da Justiça disse à Folhapress “que a empresa foi notificada para esclarecer dúvidas sobre o compartilhamento de dados de usuários do aplicativo ZOOM com o Facebook, especialmente no que se refere à versão para o sistema iOS”.
ANVISA
A assessoria de imprensa da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – também informou que “o aplicativo ZOOM continua bloqueado em sua rede interna devido às falhas de segurança identificadas pela equipe de TI da Agência”.
Eis a íntegra da nota encaminhada do Ministério da Justiça e Segurança Pública ao JUNDIAÍ SAÚDE.
A investigação em curso trata de questões confidenciais sobre a política de segurança da empresa Zoom Video Communications Inc. e,tratando-se de segredo de empresa, a Secretária Nacional do Consumidor (Senacon) por Lei 12.527/11 possui o dever legal de manter essas informações reservadas ao Governo Brasileiro.
Trata-se de investigação em curso, cujos desdobramentos ainda são confidenciais por envolver informações sigilosas da empresa investigada.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública não tem qualquer plataforma de reuniões online como oficial. Por esse motivo, o modo de execução das reuniões online fica a critério dos participantes. Por recomendações internas passamos a usar o Teamsnas reuniões institucionais.