CORONAVÍRUS - O Centro de Contingência do Coronavírus, criado pelo Governo do Estado de São Paulo, lançou nesta terça-feira (3), uma rede de pesquisas clínicas e multicêntricas para prevenção e tratamento do novo COVID-19, durante a primeira reunião formal do grupo de ‘experts’. A iniciativa tem como objetivo estabelecer protocolos para diagnóstico, assistência e para o desenvolvimento de medicamentos e de uma possível vacina eficaz contra a doença.
Foram definidas três frentes de ação. A primeira é focada em pesquisas, desenvolvidas com olhares direcionados para os cenários do Estado de SP, Brasil e mundo.O segundo grupo é voltado às ações de Comunicação, e programará workshop, cursos e palestras para atualizar os jornalistas e demais profissionais da área que estão cobrindo o tema.
A terceira frente aborda os protocolos assistenciais, sugerindo fluxos e possibilidades de otimização do atendimento na rede de saúde, contribuindo para os protocolos operacionais estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde.
PESQUISA E ENSINO
A rede reunirá instituições de pesquisa e ensino renomadas como os institutos Butantan, Adolfo Lutz, Emílio Ribas e de Medicina Tropical, além do Hospital das Clínicas da FMUSP e das grandes universidades públicas de São Paulo – USP, Unicamp, Unesp e USP Ribeirão Preto.
A proposta é que as pesquisas desenvolvidas pela rede paulista sejam financiadas tanto por órgãos públicos de fomento – a exemplo do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) -, quanto pela iniciativa privada.
“Vamos fazer um grande esforço científico em busca de soluções terapêuticas e também de prevenção por vacina”, afirma o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência.
Além do desenvolvimento de pesquisas próprias, a intenção do Centro de Contingência do Coronavírus é participar dos estudos internacionais – há cerca de 80 protocolos em andamento no mundo.
“São Paulo tem muito a contribuir, pois possui instituições de pesquisa científica reconhecidasmundialmente”, destaca o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.
O centro de contingência foi criado em 26 de fevereiro para monitorar e coordenar ações contra a propagação do novo coronavírus. Conta com profissionais especialistas das redes pública e privada, com ênfase na área de Infectologia, sob a supervisão do Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, e coordenação do médico infectologista, David Uip.
A lista inclui o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, e os professores Marcos Boulos(HCFMUSP), Esper Kallas, (HCFMUSP), Luiz Fernando Aranha (Unifesp), Carlos Fortaleza (HC de Botucatu), Benedito Fonseca (HC de Ribeirão), Beatriz Tess (FMUSP), Rodrigo Angerami (HC da Unicamp) e Luiz Carlos Pereira Júnior (Instituto de Infectologia Emílio Ribas).