O Conselho Municipal de Saúde (COMUS) marcou sua próxima reunião ordinária para o final deste mês e, para tanto, sua Comissão Executiva decidiu que ela será por videoconferência, por meio do aplicativo denominado ZOOM.
Este aplicativo apresentou problemas, que foram constatados pela Anvisa e Ministério da Justiça, dentre outros, tendo sido proibidos nos dois órgãos, em virtude de falhas de segurança, no começo do mês passado.
A área de tecnologia da informação da agência teria tomado contato com análises de especialistas em segurança cibernética em fóruns internacionais, nos quais foram apontadas falhas graves de segurança no recurso Zoom meeting.
Segundo publicação da Agência Brasil, no começo do mês passado, essas vulnerabilidades podem ser exploradas por invasores, que conseguiriam acessar a câmera e o microfone de usuários, bem como os conteúdos das reuniões realizadas, dentre outros dados.
Já o Ministério da Justiça, também no começo do mês passado, após vazamento de dados, notificou o responsável pelo aplicativo, dando a ele dez dias de prazo para se manifestar sobre as falhas de segurança de dados.
“A empresa foi notificada para esclarecer dúvidas sobre o compartilhamento de dados de usuários do aplicativo Zoom com o Facebook, especialmente no que se refere à versão para o sistema iOS”, disse o Departamento de Direito ao Consumidor do Ministério da Justiça, à Folhapress.
O governo brasileiro já deu início às investigações do aplicativo, após veiculação de reportagens sobre o tema.
O próprio diretor executivo da empresa responsável pela ferramenta, Eric Yuan, reconheceu as falhas, informando que a equipe está buscando adotar medidas para qualificar a estrutura de segurança do programa.
“Nós admitimos que frustramos as expectativas de privacidade nossa e da comunidade. Por isso, peço desculpas e divido que estamos fazendo algo a respeito”, disse Yan à Agência Brasil.